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domingo, 22 de março de 2009

F-1 escapa por pouco...

Bernie Esclerose...opa... Bernie Ecclestone não desiste do tal sistema de medalhas e embora seja uma idéia rejeitada com louvor por público, pilotos e construtores, o mal velhinho resolveu usar sua influência para usufruir de uma democracia tirana na última reunião da FIA para aprovar o sistema de medalhas apenas rejuvenescido com Botox barato.

Saía as medalhas, porém continuava o mesmo espírito. Seria o campeão quem tivesse mais vitórias. Ou seja, como em uma Olimpíada onde se torna campeão quem obteve mais ouros (vitórias). No entanto uma Olimpíada justa ou não em seu formato, dura apenas algumas semanas, a F-1 é um campeonato de 9 meses. Estamos falando de automobilismo, esporte que se quer é reconhecido como esporte pelo comitê olímpico.

Para ser contra esta idéia não vou dar um exemplo do tipo “... E se alguém ganha as 7 primeiras corridas e não pontua o resto do campeonato...” isto parece um pouco como “... E se os marcianos invadirem a terra...”. Vou dar um exemplo mais realista. Se Robert Kubica tivesse sido mais regular na segunda metade da temporada passada e tivesse somado mais pontos do que todos devido as lambanças de Ferrari e McLaren em algumas provas (não vou separar erro de equipe e piloto), seria justo que ele perdesse o título por ter obtido apenas 1 vitória? Uma vitória de BMW foi menos honroso do que 6/5 vitórias de Ferrari ou de McLaren? Deixemos de lado a suposição, ele teve chances no título até a penúltima corrida, então é correto dizer que ele disputou o campeonato, mais do que todos esperavam, porém com esta regra de dar o título para quem tem mais vitórias teria tirado-lhe da disputa muito antes. Teria deixado o campeonato mais emocionante?

Geralmente na história da F-1 quem vence mais vezes normalmente marca mais pontos. Quase 100% das vezes vence mais corridas o piloto que pilota para a melhor equipe, então nas raras vezes em que o maior vencedor de GP´s perde o título é com merecimento. Veja o exemplo de Nelson Piquet, um dos maiores pilotos de todos os tempos. Piquet ganhou dois de seus três campeonatos sem ser o piloto que mais venceu corrida. Não tinha o melhor carro e vencer provas nem sempre era possível, no entanto andava no limite de seu equipamento e com regularidade e talento superou os pilotos da melhor equipe. Seus títulos de 1981 e 1983 não foram merecidos? Segundo Ecclestone não. Mas segundo fãs do esporte, Michael Schumacher, Alonso, Hamilton, Luca di Montezemolo e etc. deve consagrar-se campeão quem obteve mais pontos no fim do campeonato e eu vou de acordo com eles. Esta proposta de Ecclestone é uma tentativa de estupro contra a F-1.

A proposta da FOTA (Associação de equipes da F-1) era de valorizar a vitória aumentando a diferença do vencedor para o segundo colocado de 2 para 4 pontos, como já foi antes do Sr. Ecclestone e Sr. Mosley mudarem o sistema de pontuação.

Pois bem após mudar de forma dramática o campeonato a menos de duas semanas para seu início FIA teve que escutar os gritos de revolta dos pilotos, construtores e fãs que fizeram até uma petição na internet (eu assinei). A petição não faz tanta pressão porque é mal organizada. Gente escrevendo protesto em português, espanhol, polonês... Gente! O mundo fala Inglês e somente inglês, idioma materno é pra usar apenas no país de origem, no exterior “ninguém” fala isso, mas deixa prá lá!

A FOTA bem representada por Montezemolo (foto) colocou pressão e exigiu que a FIA revisse a decisão. O maior vencedor da história da F-1 (Michael Schumacher) não poupou críticas, além do atual campeão Lewis Hamilton que pela primeira vez deixou a política de lado e criticou uma decisão da entidade. Além de Fernando Alonso que se manifestou contrário, porém de forma mais branda.

Visto isso os representantes FIA (leia-se Ecclestone e Mosley) tiveram de enfiar o rabinho entre as pernas e anunciaram 4 dias depois que a medida seria suspensa e que o campeão de 2009 seria decidido pelo número de pontos, como sempre foi na F-1. O sistema de pontos continua 10-8-6-5-4-3-2-1.
Porém é apenas uma folga para nós contrários a esta medida, a FIA afirma que a medida entra em vigor em 2010. Vamos torcer para não! Cenas do próximo capítulo...

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Dia D...nada!

A novela japonesa que mais parece mexicana ainda não terminou hoje e a choradeira continua pelo menos até o início de março!

Toda imprensa e os fãs da categoria aguardavam hoje um anuncio oficial da possivel venda da equipe para Richard Brandson dono da Virgin.

Takeo Fukui, ainda presidente da Honda, disse hoje que durante todo este tempo a equipe não teve um comprador sério o que joga por terra as declarações de Ross Brawn e Nick Fry de que existiam vários compradores para a equipe. Com a crise do jeito que está acredito mais na palavra do Sr. Fukui do que nas palavras de Brawn e Fry.

Além disso Bernie Ecclestone disse que Fry e Brawn recusaram sua ajuda financeira em torno de 100 milhões de libras para continuarem na categoria.

Minhas conclusões?
1- A Honda já era.
2- Nick Fry e Ross Brawn foram tontos ao recusar a oferta de Bernie. A ganância dos dois provavelmente prejudicou em muito achar uma saída para a equipe.
3- Ninguém quer comprar a Honda e pagar os altos salários de Fry e Brawn para tão pouco resultado.
4- Ter apenas 18 carros no grid é um problema sim para imagem da F-1. Ecclestone afirmou que 18 carros não seriam um problema para a categoria, porém se assim fosse não teria oferecido 100 milhões de libras para a Honda se arrastar no fim do grid.

Button e Senna precisam agora pensar em outras possibilidades!

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Like a Virgin...

A empresa Virgin do empresário Richard Branson esta realmente interessada em comprar os "cacarecos" que sobraram da equipe Honda. Bernie Ecclestone afirmou que a proposta é a única que realmente existe jogando por terra a história de que existiam vários interessados o que já era bem óbvio... (Crise financeira mundial, equipe de final de grid por 2 anos consecutivos e profissionais contratados a peso de ouro).


Ontem Ross Brawn disse que o futuro da Honda será decidido nesta segunda-feira e o porta-voz da equipe no Japão não descarta o fim definitivo da equipe, o que desmente a notícia de que a Honda iria para Melbourne com recursos próprios!

Se a Virgin comprar a Honda entra pra fazer volume, vai ser como a Super Aguri foi ano passado levando quase 1 segundo por volta da a penúltima colocada. Richard já foi envolvido na F-1 e sem sucesso em 2005 com a equipe Jordan. Vejo mais como um projeto pessoal, pura "farra". Ecclestone diz que seria ótimo e tal, porém com 1 mês para o início da temporada para vender uma equipe falida e colocar dois carros mais no grid ele diria até mesmo que a Britney Spears seria uma boa dirigente.

Acho que a Honda fecha de vez na segunda-feira, porém apenas acho. Quero ouvir a opinião de vocês sobre o assunto!

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Quando os "Profis" são amadores...

A equipe Honda de F-1 fechou as portas, simples assim. Até ontem procuravam um parceiro para Button no próximo ano, hoje "existe" apenas vaga para no máximo um corretor de imóveis.


O "projeto" (a quinquilharia deste ano pífio) esta à venda. No pacote esta o "pato" Ross Brawn, a "viúva" Jeson Button e o "assasino da equipe" Nick Fry.

A desculpa? A crise mundial.

A verdade? Uma seqüência de burrices com o fim selado pela crise mundial.

Os culpados? Nick Fry, a Honda e Bernie Ecclestone que torna a F-1 cada vez mais cara e insustentável além de cada vez menos interessante.

A Honda tem uma longa história na F-1, maior parte dela como fornecedora de motores onde conquistou seus únicos sucessos, vide a parceria McLaren-Honda-Ayrton. Em 2006 100% dona da antiga BAR utilizou o próprio nome para a equipe, contratou a promessa Jeson Button a preço de Kimi Räikkönen ou Fernando Alonso, por um salário 3 vezes maior que de Hamilton, contratou Barrichello que saia da Ferrari para se ver livre da sombra de Michael Schumacher. Sonhou em ser campeã mundial, mas apenas sonhou, na realidade começou no meio do grid e terminou melancólicamente nas duas últimas filas do grid de largada mesmo investindo mais de $400.000.000,00 por ano, mais do que a BMW por exemplo com resultados muito mais expressivos.

Manteve Nick Fry como dirigente mesmo vendo que a equipe apenas caía de rendimento, manteve uma dupla de pilotos que já não demonstravam vontade em dirigir um carro daqueles mas que permaneciam pelo dinheiro e também pela falta de opção fora a equipe nipônica. Tinha dinheiro para dar, vender e jogar fora. Na verdade apenas o jogou fora, fez um marketing estranho com "a terra dos sonhos", recusou patrócinios em sua carroceria (regra 1 do capitalismo, por mais rico que você seja dinheiro nunca é demais) pintou tudo de verde e teve de longe o carro mais feio do Grid. Resultado deste Marketing? Ganharam um prêmio ecológico, mas na F-1 apenas perdaram milhões por mês.

Contrataram Ross Brawn como quem paga dinheiro por milagres em igrejas não sérias, começaram o ano 2 segundos por volta mais lentos que Ferrari, McLaren e BMW e por lá se manteram. A STR evoluiu, A Toyota evoluiu e a Honda ficou no fim das contas no fim do grid se conformando em ser maior apenas que a até hoje insignificante Force India.

Agora anunciam como amadores que fecharam as portas de uma hora para outra, fez no mínimo 3 pilotos de bobo (Button, Barrichello e Senna), saem da maior competição de automobilismo do mundo como quem para de freqüentar a acadêmia de esportes. Sinceramente do jeito que saem não precisam mais voltar para F-1. E ainda tentaram levar Fernando Alonso para correr pela equipe na próxima temporada. Sondar um bicampeão mundial sabendo que poderá baixar as portas é atitude de moleque! Como uma empresa tão grande pode ser tão desorganizada e irresponsável?

A F-1 também possui seu Bush e ele se chama Bernie Ecclestone:

Por que Bush? Assim como o presidênte americano arruinou a econômia dos EUA e com suas atitudes insanas arranhou a imagem de seu país, Bernie Ecclestone faz o mesmo na F-1. Grande parte da culpa de que equipes se fechem com muita rápidez ultimamente e que apenas grandes montadoras possam levar seus projetos adiantes é inteiramente deste senhor. Limitar os motores ou fazer os chassis de "papel" não é o que torna a F-1 insustentável, o que torna a F-1 insustentável são as taxas cobradas por Ecclestone pela Super Licença (o que torna o salário dos pilotos cada vez mais alto) taxas impostas nas incrições das equipes e por aí vai. O que tal medida faz? Torna Bernie mais rico e a F-1 cada vez mais pobre. Em seu tempo de auge a categoria tinhamos 24 carros alinhados no grid fora vários outros que não se classificavam para a corrida. Com Bernie o número caiu para 22 depois para 20 e agora com sorte teremos 18 carros em 2009. (Vai que a Red Bull resolve se livrar da Toro Rosso? Já tiraram o Vettel de lá e o Berger se mandou).

Outro erro de Ecclestone que vem matando da F-1 é sua compulsão de tirar a F-1 da Europa. Oras, F-1 é sinônimo de Europa, nós que não somos europeus queremos também ver as corridas lá(aqui) na europa e com excessões para GP´s tradicionais como o dos EUA (com o qual ele acobou), com o do Canadá (Com o qual ele também acabou), com o da Autrália (com o qual ele quer acabar) e o do Brasil (que perdeu o enceramento do campeonato para mais um carrocel recém inaugurado por Ecclestone, por uma F-1 sem ultrapassagem e sem emoção).

Não existe mais o GP da França, nem o da Áustria, o de Portugal, Silverstone já era, Hungaroring foi multilado assim como Hockenheim, aliás o GP da Alemanha deixará de existir também já que é tão caro pagar os roytes para o Sr. Bernie que realizar um GP é mais inviável do que ter a madonna cantando nua no teu aniversário. Por exemplo o último jogo de Play Station lançado pela Sony de F-1 foi o da temporada 2006, depois foi tão caro pagar os direitos de imagem da F-1 que a Sony dessistiu do projeto de fazer o joga da temporada 07 em 08 e nem tem previsão se lançará o jogo da temporada 2008.

Enfim a F-1 perde muito com isso, mas tenham certeza que Bernie Ecclestonne ganha bastante. Talvez nos próximos 10 anos não lucrem mais, porque com tantas medidas tornando o esporte menos atrativo um dia a fonte seca. Mas na idade dele por que se preocupar com o futuro?

Lamento muito esta situação assim como vocês que amam este esporte também devem lamentar. Mas somos apenas os telespectadores e podemos apenas assitir ao circo caindo sem nada a fazer. Infelismente.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"VELHINHO MALUQUINHO"

O todo poderoso da F-1 Bernie Ecclestone parece que pirou de vez e quer a todo custo trocar o sistema de pontuação por um quadro de medalhas, como em uma Olimpíada. Ou seja se um piloto conquista 4 medalhas de ouro (vitórias) em uma temporada e duas de bronze (3º lugar) ele vence o campeonato mesmo que outro tenha conquistado 3 de ouro, 7 de prata e 6 de bronze.

Acho o sistema totalmente absurdo, se quer valorizar a vitória basta apenas voltar ao sistema de pontpos antigo que o próprio "vovô Bernie" tirou. No antigo sistema a vitória valia 10 pontos e o segundo lugar 6, hoje são 10 e 8 respectivamente. Além do mais que os pontos dados do 4º ao 8º colocado não existiriam mais neste novo sistema de medalhas no mundial de pilotos, e estes pontos são extremamente importantes para que patrocinadores avaliem novos talentos em equipes médias e pequenas e invistam neles.

Deveria ser estipulado uma idade limite para que os chefes de F-1 se aposentassem, evitaria estes tipos de caduquice...

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